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A Torre de Babel

"Asseguram os ímpios que o disparate é normal na Biblioteca e que o razoável (e mesmo a humilde e pura coerência) é quase milagrosa excepção."

Jorge Luís Borges, A Biblioteca de Babel

 

 

quinta-feira, abril 27, 2006

Outra achega (para o dito choque)

Que tal definir no regulamento dos cursos universitários (sobretudo os pós-graduatos mas também os de licenciatura quando tal faça sentido) que o discente deve ceder à Faculdade o direito de publicação electrónica da sua dissertação de final de curso desde que a mesma seja efectuada em formato não manipulável (v.g. pdf que não permita copy & paste).

Embora não concorde, poder-se-á ainda estabelecer restrições à impressão e disponibilização do ficheiro, impedindo a impressão total ou parcial do mesmo e definindo que o mesmo apenas pode ser acedido através darede interna da Faculdade onde o discente cursou.

Esta sugestão não afecta o negócio das editoras de livros académicos (que dirão até que estas dissertações são, na sua maioria, a categoria de livros mais invendáveis que editam) e permite facilitar em muito o acesso ao conhecimento e investigação científica produzida a nível nacional.

Nem sequer se trata de um projecto muito ousado, porque se reconduz à digitalização de algo que já sucede em diversas Universidades que disponibilizam nas suas bibliotecas cópias de todas as dissertações nela apresentadas.

Os custos de implementação são muito reduzidos, quase inexistentes, pelo menos se limitarmos o projecto, numa primeira fase, a dissertações futuras. Não existirá ninguém que, nos dias de hoje, apresente uma dissertação que não tenha sido processada em computador. Aliás, o regulamento de cursos pós-graduados de algumas Universidades portuguesas expressamente reconhece este facto ao exigir, no momento de entrega da dissertação de mestrado, oito cópias em pápel e duas cópias digitais em cd.

Mesmo que as cópias digitais da dissertação não venham logo em formato pdf (mas sim em formato doc) o custo de efectuar uma cópia em formato pdf é irrisório. Até porque existem aplicações gratuitas que procedem à conversão. Assim como é irrisório o custo inerente ao espaço de armazenamento necessário à sua disponibilização, que na maioria das vezes já foi efectuado com a aquisição do matérial informático necessário para implementar uma página de Internet da Universidade / Faculdade.

Poderia haver um aumento de custos com o pessoal, derivado da necessidade de proceder a conversão supra indicada mas não creio que tal suceda na generalidade das Instituições de ensino. Muitas delas terão nos seus quadros pelo menos um ou dois técnicos de informática e raras serão aquelas que terão mais de 500 documentos por ano para converter.

E ainda que não fosse possível automatizar a dita conversão, tal não constituiria uma sobrecarga de trabalho significativa, nem especialmente qualificada. Em muitas Instituição poderia até ser a responsabilidade pela conversão delegada noutros funcionários, como sejam os afectos à Biblioteca, após uma curta acção de formação.

Em conclusão: é fácil, é barato e dá milhões (em conhecimento).

7 Comments:

Blogger bolotavoadora said...

Amigo gostei muito do teu blog. Se conheceres alguem na minha freguesia, ou mesmo a qualquer blogger interessado em preservação do ambiente, divulga o meu blog. Obrigado. Continua o bom trabalho. Um abraço.

9:37 da manhã  
Anonymous beastrolabio said...

:)

4:03 da tarde  
Blogger Jaime said...

Acho que não concordo com a sugestão. Penso que as pessoas têm o direito de negarem a divulgação do seu trabalho.

Jaime
www.blog.jaimegaspar.com

7:19 da tarde  
Blogger Errante said...

Resposta tardíssima ao Jaime. As pessoas já não têm o direito de negarem a divulgação do seu trabalho actualmente. Por exemplo, todas as dissertações de mestrado ou doutoramento da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa estão disponíveis na Biblioteca. Os autores têm tão-somente o direito de reservar a cópia da mesma. Direito dificilmente garantido numa biblioteca de livre acesso.
A minha proposta abarca hipótese equivalente. O autor, se pretender, pode solicitar que a cópia informática da sua dissertação não permita copy&paste, não permita impressão, e só possa ser acedida dentro da intranet da Universidade. No fundo, a consagração digital do que já existe. Com uma vantagem. É muito mais fácil assegurar que são cumpridas as opções do autor quanto à possibilidade de cópia da sua dissertação.

Fim de relambório tardio.

5:13 da tarde  
Blogger Sliver said...

Visita o Observatório da Jihad:
http://www.observatoriodajihad.b...d.blogspot.com/

10:18 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! »

8:15 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Best regards from NY! »

2:08 da manhã  

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