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A Torre de Babel

"Asseguram os ímpios que o disparate é normal na Biblioteca e que o razoável (e mesmo a humilde e pura coerência) é quase milagrosa excepção."

Jorge Luís Borges, A Biblioteca de Babel

 

 

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Adenda sobre o second guessing político

Quem foi que aditou aos (super) poderes do Presidente da República o já famoso veto de gaveta?

Acordado de profunda hibernação

por isto. Ou melhor, isto foi a martelada final que finalmente me fez escrever duas ou três (devem ser mais porque já vou 3.ª aqui no editor) linhas.

Toda a gente grita porque o candidato Cavaco sugeriu* (alguns dizem que não sugeriu, mas nem vale a pena entrar por aí) que se criasse uma secretaria de estado.

Todos os candidatos de esquerda (o mesmo é dizer todos os candidatos com tempo de antena) gritam aqui d'el rei. Gostei especialmente das declarações do (Super) Mário que considerou a sugestão de tal forma grave que reservou comentário para mais tarde.

Será assim tão grave? Consititui uma violação de lei? Prevista e punida? Não. E, pelo menos na minha opinião, não é tão grave como violar duas vezes a lei eleitoral. Claro que aí tudo se justifica porque o (Super) Mário é um fixe que só expressa o seu amor paternal.

Sintomático do desnorte e desespero da esquerda, despojada de argumentos e ideias, é que se mantenha artificialmente à tona um episódio tão pequenino.

Deus nos livre se o Candidato Cavaco decide falar outra vez de boca cheia. Ainda vêm para aí dizer que o homem não pode ser presidente porque não teve aulas com a Bobone.

Uma coisa mais: o facto de uma pessoa ou entidade ter uma competência exclusiva, não impede, nem nunca impediu que outras pessoas lhe façam propostas sobre ela. Ou uma associação de defesa do consumidor não pode sugerir uma proposta de alteração da lei de bases dos transportes terrestres à Assembleia da República? Até consta que um reputado constitucionalista apresentou junto da Assembleia da República, em tempos, uma proposta, da sua lavra, de alteração à Constituição... Mas claro que isto só é grave se for sugerido pelo candidato Cavaco.

Tenham santa paciência.

* Leitores de esquerda é favor ler "ordenou"; leitores de direita é favor ler "aconselhou" ou "considerou, no seu modesto e parco entendimento, e no seguimento de experiências estrangeiras bem sucedidas, que talvez o país beneficiasse...".

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Orgulhosamente sós?

terça-feira, dezembro 20, 2005

Verdades de Ouro

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Deve ser do meu mau feitio

Mas os privados não estavam ansiosos por garantir mais de 90% do novo Aeroporto da Ota? Então para que é esta conversa ...

Curtissima sobre Presidenciais

Será desta que voto em branco? E deixo Cavaco ganhar à primeira? Dilemas, dilemas ...

Curtas sobre as Presidenciais

Que o país e os candidatos não dão para mais (do que cruas curtas):

- Como é que Cavaco Silva se deixou reduzir a golpe de marketing de Katia Guerreiro? Eu, que não sou de fados, e que nunca tinha ouvido falar da senhora em causa (que há-de ter muitos méritos, não duvido, e não poderia duvidar ...) já vi cartazes na Valentim de Carvalho, anúncios de concertos na TV, de tudo um pouco. É genial, há que convir. Pouco prestigiante para o candidato mas genial.

- Sou sou eu ou o discurso do "eu sou um candidato sem o apoio de aparelhos partidários" não fica bem a quem: a) esperava ter o apoio do PS e só se lembrou disto depois; b) concorreu há um ano a Secretário-Geral do PS, isto é, a chefe do mesmissimo aparelho partidário? Falo, naturalmente, de Manuel Alegre, e quero com isto dizer que a inveja e o despeito me parecem sempre maus motivos para fazer seja o que for.

- Mário Soares já terá explicado o que se propõe fazer agora que não pudesse ter feito nos últimos 20 anos de ocupação de cargos de relevo na política portuguesa? É que, se calhar, já explicou e sou eu que ando distraído. Ah, e já agora: ninguém no staff do candidato lhe chama a atenção que as críticas à gestão cavaquista do país são extemporâneas, porque ele, ele mesmo, era então Presidente da República e nada disse ou fez, senão quando já tinha garantido a sua reeleição e achou que a melhor herança da sua Presidência era garantir um Governo PS? Ou já explicaram, meus pobres diabos, e o homem não vos liga nenhuma?