sexta-feira, julho 29, 2005
quinta-feira, julho 28, 2005
Missiva
Eu sou licenciado em Direito e estou disponível para fazer uma perninha nos tribunais. Sempre achei que ficaria bem de beca. Mas com duas condições:
- Trabalho (e tempo de) igual para salário igual;
- Utilização daquela peruca bonita que vemos nos filmes norte-americanos e descricionariedade total para martelar, digo, percutir, a mesa durante as audiências.
Afinal são três condições... bem já pareco um juíz, nem sei quantas exigências faço... ou um político / ministro, pois também terei de discutir e meditar sobre este part-time com a minha família.
E também conheço um magano, já maduro, também licenciado em direito embora tenha sempre trabalhado em informática. Direito, só na Faculdade. Se calhar também está disponível. E seria uma bela aquisição, um verdadeiro Juíz Choque... Tecnológico.
O que importa é querer
E depois até podes ser um jogador quase invencível de jogos de vídeo. Mesmo que sejas cego de nascença.
quarta-feira, julho 27, 2005
terça-feira, julho 26, 2005
Um pais adiado
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...
segunda-feira, julho 25, 2005
Jovem
sexta-feira, julho 22, 2005
Os limites da imperfeição
[sai às quintas-feiras, quase sempre com atraso; a pontualidade é um estrangeirismo]
(continuação)
VI. ENVENENAMENTO
(continua)
quinta-feira, julho 21, 2005
quarta-feira, julho 20, 2005
Absolutamente evidente
Espera-se ansiosamente por professores que não dêem notas, médicos que não operem, bombeiros que deixem arder, etc.
Beco sem saída
O problema é que, para além de nos entretermos uns aos outros, parece-me, pouco mais se faz com um impacto real no país. A participação política activa, enoja (isso mesmo, enoja) a maior parte destes puristas da ideia. À mais remota possibilidade de qualquer tipo de filiação respondem, por via de regra, com horror.
Os partidos, dizem(os), estão irremediavelmente comprometidos com tudo menos com o interesse nacional. Assim sendo, não vale a pena tentar pertencer-lhes.
Vamos antes falar do que tem de mudar, de como se devem tomar as decisões, quais os interesses a ponderar, etc.
Mas, vou-me apercebendo, assim sendo nada podemos fazer. A não ser falarmos uns para os outros. Convertidos a converterem outros convertidos. Não é que não seja engraçado, só que não é produtivo.
Eu cá
terça-feira, julho 19, 2005
Justificação de faltas: "Ausência forçosa do país para evitar a efectivação da prisão preventiva". Não dá?
segunda-feira, julho 18, 2005
Uma coisa que não entendo
Há uma coisa que não entendo: porque é que ainda ninguém percebeu que o novo terrorismo que nos tem sido imposto sob a forma da morte e mutilação de inocentes não é ditado por qualquer considerando político ou social, é apenas e tão só um problema de índole religiosa. Os infiéis somos nós, e por isso temos de morrer. Que se pense que é possível negociar com esta gente é de uma ingenuidade que não cessa de me espantar.
O Harry Potter and the Half-Blood Prince
O novo rei da literatura light (fashion) esmagou segundo esta notícia o anterior. Parece que Harry Potter vendeu mais livros num dia que o Código Da Vinci num ano inteiro.
Acto falhado
sexta-feira, julho 15, 2005
Os limites da imperfeição
[sai às quintas-feiras, quase sempre sem atraso]
(continuação)
V. PRISIONEIRO DE GUERRA
Não percebi
Moçambique - Leiloadas camisolas clubes portugueses importadas por MNE
"Maputo, 15 Jul (Lusa) - Um lote com 1.860 camisolas do Benfica, FC Porto e Sporting foi leiloado esta semana pelas alfândegas moçambicanas, após a mercadoria ser abandonada pelo importador, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique (MINEC).
A estranha importação, seguida de abandono, foi hoje noticiada pelo semanário Savana, que refere que, além das camisolas dos principais clubes portugueses, o MINEC abandonou igualmente na alfândega roupas para bebés, DVD, livros e cigarreiras, entre outros.
Ouvida pelo jornal, uma fonte do MINEC afirmou desconhecer a situação, mas um anúncio publicado pela Direcção Regional Sul da Direcção Geral das Alfândegas de Moçambique identifica claramente as mercadorias que foram a hasta pública.
De acordo com esses dados, o MINEC importou 1.260 camisolas do Sporting, 375 do FC Porto e 225 do Benfica, representando direitos alfandegários avaliados em cerca de sete mil euros.
Os clubes portugueses estão na frente das preferências dos adeptos moçambicanos, que assistem aos jogos da Superliga através das emissões da televisão pública de Moçambique, TVM, ou da RTP-África.
Apesar de ter o lote menos numeroso de camisolas importadas pelo MINEC, o Benfica é o clube mais popular, graças às antigas "estrelas" Eusébio, Coluna e Costa Pereira, naturais do país quando este ainda era uma colónia portuguesa.
A vitória "encarnada" no último campeonato foi saudada com grande entusiasmo em Maputo e nas principais cidades de Moçambique."
Quem é que eles pensam que são?
Ora eu tinha para mim que Portugal já tem uma entidade assim, que se endivida para pagar as dívidas que já tinha e que não consegue pagar: o Estado. E já chega!
Coisas que não têm (de certeza) nada a ver
quinta-feira, julho 14, 2005
Eu de facto não entendo as mulheres...
Destaco, em 2.º lugar, o Suzuki Forenza e em 8.º, 9.º e 10.º estas pérolas:
8. Chrysler PT Cruiser convertible
9. Kia Rio sedan
10. Kia Optima
Eu podia tentar encontrar imagens dos automóveis mas tenho medo de cegar.
Já os homens têm um gosto impecável, mesmo nos Estados-Unidos. A prova? O Porsche 911 (modelos diferentes) aparece em 1.º e 10.º da lista.
E sim, o Porsche é sempre preferível na versão coupé.
A ser verdade
Era dos nervos
Teresa Sousa, ex-funcionária da PGR, foi condenada a quatros e meio de prisão. O juiz desvalorizou a ameaça que a arguida fez, durante as alegações finais, de que, caso fosse condenada, incriminaria elementos do Ministério Público. «Vamos esquecer a ameaça, partindo do princípio que estaria nervosa em excesso», declarou José Eduardo Martins.
Última Hora
"Uma pessoa que recebe um benefício injusto deve abdicar unilateralmente dele? O que é que isso resolve? O benefício será simplesmente atribuido a outro e tudo continuará na mesmo, excepto para quem abdicou dele que fez papel de pato."
quarta-feira, julho 13, 2005
Um outro mundo existe
A empresa que faz este e muitos outros pópós é uma empresa que tem capitais públicos ...
Garbage in, garbage out
O que o estudo diz (e cito a segunda metade da notícia, que ninguém leu):
"Nelson Lima referiu que as cerca de 1.100 crianças entre os três e os 12 anos que o Instituto da Inteligência estudou desde a sua fundação, em 1997, apresentaram uma clara apetência genética para a matemática (cerca de 500) ou para as letras (600)."
Ou seja, há crianças mais motivadas para letras e outras para as matématicas. Uma enorme novidade. Ninguém, diz, nem os autores do estudo (ilustres desconhecidos, por ignorância minha), que as 600 com mais predisposição para letras não são capazes de aprender matemática de liceu. Só nunca serão génios nessa área.
terça-feira, julho 12, 2005
Olhe que não, olhe que não, meu caro anónimo viperino
"A sua mãezinha também deve considerar que o/a 'irreflexões' é o/a supra-sumo 'do pingarelho'..!!"Tinha ideia de que se dizia o supra-sumo da batatinha ou coisa que o valha. E, ademais, não se compreende de todo o também. Mas pronto, sempre foi um dos melhores insultos que recebi.
Post absolutamente extemporâneo
Informal



Formal

É sempre bom
Lula da Silva diz que PT deve "dar o exemplo" e investigar a corrupção
Está assegurada
Mais de dois terços dos alunos do nono ano "chumbaram" na prova de Matemática
segunda-feira, julho 11, 2005
domingo, julho 10, 2005
Ainda em ritmo de fim-se-semana
sexta-feira, julho 08, 2005
Porque é bom rirmo-nos de nós próprios e porque me revejo aqui e ali...
"Blogger: Term used to describe anyone with enough time or narcissism to document every tedious bit of minutia filling their uneventful lives. Possibly the most annoying thing about bloggers is the sense of self-importance they get after even the most modest of publicity. Sometimes it takes as little as a referral on a more popular blogger's website to set the lesser blogger's ego into orbit.
Then God forbid a blogger gets mentioned on CNN. If you thought it was impossible for a certain blogger to get more pious than he was, wait until you see the shit storm of self-righteous save-the-world bullshit after a network plug. Suddenly the boring, mild-mannered blogger you once knew will turn into Mother Theresa, and will single handedly take it upon himself to end world hunger with his stupid links to band websites and other smug blogger dipshits."
quinta-feira, julho 07, 2005
Os limites da imperfeição
[sai às quintas-feiras]
(continuação)
IV. OS PASSOS EM FALSO
Porque eu gosto de cinema e porque me dá a oportunidade de fazer um post gigantesco.
"The Directors' Cut: Film-Makers Choose Their Favourite Movies
QUENTIN TARANTINO
1. The Good, the Bad and the Ugly (Leone, 1966)
2. Rio Bravo (Hawks, 1959)
3. Taxi Driver (Scorsese, 1976)
4. His Girl Friday (Hawks, 1939)
5. Rolling Thunder (Flynn, 1977)
6. They All Laughed (Bogdanovich, 1981)
7. The Great Escape (J Sturges, 1963)
8. Carrie (De Palma, 1976)
9. Coffy (Hill, 1973)
10. Five Fingers of Death (Chang, 1973)
TIM ROBBINS
1. The Battle of Algiers (Pontecorvo, 1965)
2. The Clowns (Fellini, 1971)
3. Don't Look Back (Pennebaker, 1967)
4. The Lower Depths (Kurosawa, 1957)
5. McCabe & Mrs Miller (Altman, 1971)
6. My Man Godfrey (La Cava, 1936)
7. Nashville (Altman, 1975)
8. Network (Lumet, 1976)
9. Underground (Kusturica, 1995)
10. Waiting for Guffman (Guest, 1996)
PAUL VERHOEVEN
1. La Dolce Vita (Fellini, 1960)
2. Ivan the Terrible, Part II (Eisenstein, 1958)
3. Lawrence of Arabia (Lean, 1962)
4. Rashomon (Kurosawa, 1951)
5. Vertigo (Hitchcock, 1958)
6. The Seventh Seal (Bergman, 1956)
7. La Règle du Jeu (Renoir, 1939)
8. Metropolis (Lang, 1927)
9. Los Olvidados (Buñuel, 1950)
10. Some Like It Hot (Wilder, 1959)
GILLIAN ARMSTRONG
1. Citizen Kane (Welles, 1941)
2. Raging Bull (Scorsese, 1980)
3. La Strada (Fellini, 1954)
4. The Godfather Part II (Coppola, 1974)
5. Rashomon (Kurosawa, 1951)
6. Chinatown (Polanski, 1974)
7. Bicycle Thieves (De Sica, 1948)
8. 8 1/2 (Fellini, 1963) 9. Singin' in the Rain (Kelly, Donen, 1952)
10. Vertigo (Hitchcock, 1958)
BERNARDO BERTOLUCCI
1. La Règle du Jeu (Renoir, 1939)
2. Sansho Dayu (Mizoguchi, 1954)
3. Germany, Year Zero (Rossellini, 1947)
4. A Bout de Souffle (Godard, 1959)
5. Stagecoach (Ford, 1939)
6. Blue Velvet (Lynch, 1986)
7. City Lights (Chaplin, 1931)
8. Marnie (Hitchcock, 1964)
9. Accattone (Pasolini, 1961)
10. Touch of Evil (Welles, 1958)
JOHN BOORMAN
1. Seven Samurai (Kurosawa, 1954)
2. The Seventh Seal (Bergman, 1956)
3. 8 1/2 (Fellini, 1963)
4. That Obscure Object of Desire (Buñuel, 1977)
5. Dr Strangelove (Kubrick, 1963)
6. Citizen Kane (Welles, 1941)
7. Sunset Blvd (Wilder, 1950)
8. Solaris (Tarkovsky, 1972)
9. La Roue (Gance, 1923)
10. The Birth of a Nation (Griffith, 1915)
JIM JARMUSCH
1. L'Atalante (Vigo, 1934)
2. Tokyo Story (Ozu, 1953)
3. They Live by Night (N Ray, 1949)
4. Bob le flambeur (Melville, 1955)
5. Sunrise (Murnau, 1927)
6. The Cameraman (Sedgwick, 1928)
7. Mouchette (Bresson, 1967)
8. Seven Samurai (Kurosawa, 1954)
9. Broken Blossoms (Griffith, 1919)
10. Rome, Open City (Rossellini, 1945)
MILOS FORMAN
1. Amarcord (Fellini, 1973)
2. American Graffiti (Lucas, 1973)
3. Citizen Kane (Welles, 1941)
4. City Lights (Chaplin, 1931)
5. The Deer Hunter (Cimino, 1978)
6. Les Enfants du Paradis (Carné, 1945)
7. Giant (Stevens, 1956)
8. The Godfather (Coppola, 1972)
9. Miracle in Milan (De Sica, 1951)
10. Raging Bull (Scorsese, 1980)
CATHERINE BREILLAT
1. Ai No Corrida (Oshima, 1976)
2. Sawdust and Tinsel (Bergman, 1953)
3. Baby Doll (Kazan, 1956)
4. Lost Highway (Lynch, 1996)
5. Vertigo (Hitchcock, 1958)
6. Salo (Pasolini, 1975)
7. L'Avventura (Antonioni, 1960)
8. Ordet (Dreyer, 1954)
9. Lancelot du Lac (Bresson, 1974)
10. 10 (Kiarostami, 2002)
CAMERON CROWE
1. The Apartment (Wilder, 1960)
2. La Règle du Jeu (Renoir, 1939)
3. La Dolce Vita (Fellini, 1960)
4. Manhattan (Allen, 1979)
5. The Best Years of Our Lives (Wyler, 1946)
6. To Kill a Mockingbird (Mulligan, 1962)
7. Harold and Maude (Ashby, 1971)
8. Pulp Fiction (Tarantino, 1994)
9. Quadrophenia (Roddam, 1979)
10. Ninotchka (Lubitsch, 1939)
SAM MENDES
1. Citizen Kane (Welles, 1941)
2. Fanny and Alexander (Bergman, 1982)
3. The Godfather Part II (Coppola, 1974)
4. The Piano (Campion, 1993)
5. The Red Shoes (Powell, Pressburger, 1948)
6. Sunset Blvd (Wilder, 1950)
7. 2001: A Space Odyssey (Kubrick, 1968)
8. Taxi Driver (Scorsese, 1976)
9. Vertigo (Hitchcock, 1958)
10. The Wizard of Oz (Fleming, 1939)
LUKAS MOODYSSON
1. Bicycle Thieves (De Sica, 1948)
2. Fanny and Alexander (Bergman, 1982)
3. Gummo (Korine, 1997)
4. La Haine (Kassovitz, 1995)
5. The Last Picture Show (Bogdanovich, 1971)
6. The Mirror (Tarkovsky, 1975)
7. On the Waterfront (Kazan, 1954)
8. Riff-Raff (Loach, 1990)
9. Secrets & Lies (Leigh, 1996)
10. Where Is My Friend's House? (Kiarostami, 1987)
MIKE NEWELL
1. The Apartment (Wilder, 1960)
2. Bad Day at Black Rock (J Sturges, 1955)
3. Fanny and Alexander (Bergman, 1982)
4. La Grande Illusion (Renoir, 1937)
5. Kind Hearts and Coronets (Hamer, 1949)
6. Lacombe Lucien (Malle, 1974)
7. The Leopard (Visconti, 1963)
8. My Darling Clementine (Ford, 1946)
9. Notorious (Hitchcock, 1946)
10. War and Peace (Vidor, 1956)
TERRY JONES
1. Annie Hall (Allen, 1977)
2. Apocalypse Now (Coppola, 1979)
3. Duck Soup (McCarey, 1933)
4. Fanny and Alexander (Bergman, 1982)
5. Groundhog Day (Ramis, 1993)
6. Guys and Dolls (Mankiewicz, 1955)
7. Jour de Fête (Tati, 1949)
8. Napoléon (Gance, 1927)
9. The Pathfinder (Salkow, 1952)
10. Steamboat Bill, Jr (Riesner, 1928)
MICHAEL MANN
1. Apocalypse Now (Coppola, 1979)
2. Battleship Potemkin (Eisenstein, 1925)
3. Citizen Kane (Welles, 1941)
4. Dr Strangelove (Kubrick, 1963)
5. Faust (Murnau, 1926)
6. Last Year at Marienbad (Resnais, 1961)
7. My Darling Clementine (Ford, 1946)
8. The Passion of Joan of Arc (Dreyer, 1928)
9. Raging Bull (Scorsese, 1980)
10. The Wild Bunch (Peckinpah, 1969)
KEN LOACH
1. A Bout de Souffle (Godard, 1959)
2. The Battle of Algiers (Pontecorvo, 1965)
3. A Blonde in Love (Forman, 1965)
4. Bicycle Thieves (De Sica, 1948)
5. Closely Observed Trains (Menzel, 1966)
6. Fireman's Ball (Forman, 1967)
7. Jules et Jim (Truffaut, 1962)
8. La Règle du Jeu (Renoir, 1939)
9. The Tree of the Wooden Clogs (Olmi, 1978)
10. Wild Strawberries (Bergman, 1957)
SIDNEY LUMET
1. The Best Years of Our Lives (Wyler, 1946)
2. Fanny and Alexander (Bergman, 1982)
3. The Godfather (Coppola, 1972)
4. The Grapes of Wrath (Ford, 1940)
5. Intolerance (Griffith, 1916)
6. The Passion of Joan of Arc (Dreyer, 1928)
7. Ran (Kurosawa, 1985)
8. Roma (Fellini, 1972)
9. Singin' in the Rain (Kelly, Donen, 1952)
10. 2001: A Space Odyssey (Kubrick, 1968)"
Listas retiradas deste jornal estrangeiro.
O novíssimo candidato a apresentador do Levanta-te e ri ou dos malucos do riso.
O ministro de Estado e da Administração Interna fez estas declarações na Assembleia da República, antes do início do debate do estado da Nação."
Com material deste calibre já tem o meu voto.
quarta-feira, julho 06, 2005
A horas desta feita?
Corrigido: Serve para a mesma coisa que o e-mail. Não produz qualquer efeito.
Liberalismo à esquerda
A questão não é nova (de todo, basta ver este antigo texto do Rui A., então Cataláxia, em que debatiamos já estas questões)
Mantenho a minha ideia central.
O homem tem limitações quanto ao que pode conhecer e apreender; tem, também, limitações quanto ao seu carácter e à sua abnegação em favor do todo social, ditadas por um egoísmo genético.
Provado que está que o mercado funciona melhor - em regra - por si, sendo mais eficiente e gerando mais riqueza, não vejo como se possa ser socialista, ter preocupações sociais, e não defender o mercado livre.
Provado que está que a "mão invisível" é cega e que, na sua busca de eficiência não é dirigida senão pela soma dos limitados conhecimentos dos participantes no mercado, orientados pelo seu egoísmo, e que destas situações resulta por vezes o mau funcionamento do mercado (ineficiência produtiva) ou a criação de desigualdades sociais (ineficiência alocativa) não vejo como se possa ser liberal, ter preocupações sociais, e não defender a pontual, precisa e limitada intervenção correctora do Estado.
Esta intervenção não se destina a substituir a mão invisível, nem a nela pegar para a conduzir contra a sua vontade, mas tão só, aqui e ali, repô-la no seu bom caminho.
Quem corrige é o Estado. E o Estado é formado pelos mesmos homens imperfeitos e limitados que formam a vontade do mercado. Qual é a vantagem, então? É que o Estado, e aqueles que o servem, estando fora do mercado e nele não participando podem melhor compreender, para além dos egoísmos somados, a necessidade de corrigir o funcionamento das coisas.
Ou então não, porque são eles próprios seres pequeninos e mesquinhos. Mas então, a acreditar nisso, quem protegerá os que necessitam de protecção? O mercado não, porque já falhou, o Estado não porque falha sempre. Nada resta?
Resta. Acreditar num Estado melhor e num mercado com menos falhas, por acção daquele. Porque isso é possível. Tem de ser.
O que me afasta das definições do Rui de socialismo e de liberalismo acaba por ter uma fonte comum: as preocupações de ordem social.
Para mim o mercado e o Estado não são antagonistas, são instrumentos complementares de criação de bem estar social. Doseados de forma correcta produzem um efeito muito melhor do que a prevalência cega de um deles.
De facto, uma sociedade estatizada nunca pode ser uma sociedade de bem estar. Mas uma sociedade liberalizada também nunca o pode ser. A vantagem moral da segunda opção é que, como nunca foi praticada de forma pura, é mais fácil defender a sua bondade. No mais, para mim, são ambas más soluções se não existir um mútuo equilíbrio. ~
O sitio certo para esse equilíbrio já o deixei indiciado: tanto mercado quanto possível, intervenção supletiva do Estado, no respeito pelos princípios da subsidiariedade (que vem do Direito Comunitário mas é aqui muito útil) e do mínimo dano (idem, oriundo do Direito Civil).
Obrigado
Entretanto, e porque não vale outro post, convém acompanhar nos comentários daquele post a tolerância vigente entre aqueles que, pelos vistos, são (ou fingem ser) grupos liberais concorrentes na conquista da direita como veículo de uma certa ideia de liberalismo.
Concordo
Se a esquerda dominasse as universidades, a cultura e os media o que estão a pedir os liberais? Medidas proteccionistas? Quotas, porventura? Subsídios? Medidas de discriminação positiva?
Não era tudo uma questão de afirmação pelo mérito?
Não era pior
A não ser que, e se calhar é isso mesmo, aquilo seja uma tertúlia de direita, entre os desiludidos com a falta de liberalismo do PND, com a recusa do liberalismo do CDS-PP e com a estatizante política do PPD-PSD.
terça-feira, julho 05, 2005
Enquanto
Por estas e por outras é que ninguém me nomeia para coisa nenhuma. Já não chega aquela mania da desintervenção estatal, ainda por cima falta-me o temor reverencial.
Não sei quem
Já agora, lá porque elas não escrevem, convém não esquecer que, na Torre, também habitam senhoras.
Afinal não temos o exclusivo.
"PASSING IT ALONG: School officials in Victoria, Australia, say it's too hard for students to calculate equations using the constant 9.8 meters/second/second -- the acceleration of gravity at Earth's surface -- so it's changing the Year 12 physics exam for the Victorian Certificate of Education to use a rounded-off figure of 10 m/s/s.via thisistrue.
Close enough? No: "The difference could cause a parachutist or bungie jumper to plummet into the ground, or the launching of a rocket to fail," say people who actually understand physics. After hearing the criticism the Victorian Curriculum Assessment Authority announced that it would not penalize students who used the correct figure. (Melbourne Herald Sun, Australia) ...No penalty for wrong answers, no penalty for the right ones -- modern education in a nutshell."
Deliciosa ironia
Por último, queria apenas notar a ironia suprema que transpira do nome de família de um dos organizadores da manifestação xenófoba e racista "pós-arrastão" realizada em Lisboa. Entre os gritos de "Portugal aos portugueses", Mário Machadoevocava "a expulsão dos mouros e dos espanhóis" como exemplo a seguir "para os pretos". Esqueceu-se dos judeus. Sem o saber, o senhor Mário Machado regurgitava alguns dos mesmos argumentos primários usados há cinco séculos pelos antisemitas para expulsar os judeus portugueses - ou melhor, para os obrigar a uma conversão ao catolicismo imposta sob pena de morte. No vocabulário racista e antisemita, o estrangeiro é, acima de tudo, definido pela diferença - na cor da pele, na religião, nos costumes. No caso dos judeus portugueses, que se fixaram pela primeira vez no espaço geográfico de Portugal há mais de 2500 anos, nem as inúmeras gerações nascidas no país, ainda antes da formação da nacionalidade, garantiam que não deixassem de ser vistos como estrangeiros. E foi assim que, há pouco mais de 500 anos, a família ancestral do senhor Mário Machado foi forçada a esconder o seu judaísmo sob um catolicismo de fachada que lhe mereceria a alcunha de "marranos". Inconsciente da sua própria história familiar, Mário Machado é hoje um neo-nazi encartado, um racista e antisemita que cospe na sepultura dos seus próprios antepassados. (Ver ainda Jewish Encyclopedia ? Machado Portuguese Jewish Family Name e Uriah (Machado) Levy - O judeu português que salvou Monticello).
Lealdade Fiscal
Portanto, e na impossibilidade prática de reproduzir a totalidade da lista, daqui se saúda a vontade de examinar as contas das seguintes empresas (só vi as começadas por A ou B, mas estão lá os Bancos todos, o que não deixa de ser salutar):
Air Luxor, S. A.
ANA - Aeroportos de Portugal, S. A.
Autoeuropa Automóveis, Lda.
Boavista Futebol Clube Futebol, S. A. D.
Bombardier Transportation Portugal, S. A. (esta não deve ser por acaso)
BRISA - Auto-Estradas de Portugal, S. A.
segunda-feira, julho 04, 2005
2 + 2 não são = 4
Porque isto:
Mais isto:
No encerramento das festas «24 horas a bailar», em Santana, Alberto João Jardim, criticou a entrada em Portugal de emigrantes chineses, indianos e dos países da Europa de Leste.
«Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa, os chineses estão a entrar por ai dentro, os indianos a entrar por ai dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal... está-me a fazer sinal aí porque? Que estão chineses ai? É mesmo bom que eles vejam porque não os quero aqui», disse o presidente do Governo Regional da Madeira..
Artigo 240.º CP
Discriminação racial ou religiosa
2 - Quem, em reunião pública, por escrito destinado a divulgação ou através de qualquer meio de comunicação social:
a) Provocar actos de violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional ou religião; ou
b) Difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional ou religião, nomeadamente através da negação de crimes de guerra ou contra a paz e a humanidade;
com a intenção de incitar à discriminação racial ou religiosa ou de a encorajar, é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos.
Devia dar direito a alguma coisa.
domingo, julho 03, 2005
Um país que tem o que merece
Os 4 magnificos, por assim dizer.
sexta-feira, julho 01, 2005
Portugal tem sina
Em vez de 151,4 milhões de euros deviamos falar de 153,7645, se tomássemos como referência o valor do PIB estimado no Relatório Constâncio e 154,143 (arredondado para a milésima superior) se usássemos os valores do PIB estimados no OE Rectificativo.
Sempre são entre 2 a 3 milhões de euros de diferença.
Ou isso ou eu também me enganei nas contas. Sou conhecido por isso, aliás. Mas, menos grave, não sou Ministro das Finanças, Governador do Banco de Portugal ou jornalista do Público. Um relevante facto, pelo qual qualquer uma das três instituições tem falhado miseravelmente em mostrar-se grata.
Os limites da imperfeição
[sai às quintas-feiras, quase sempre sem atraso]
(continuação)
III. TAUROMAQUIA
....................O REI DOS ÁLAMOS
....................Tão tarde a cavalo, na noite quem vai?
....................Vão dois: o menino, e o leva seu pai,
....................que ao filho, seguro e por si sobraçado,
....................o traz aquecido, e o julga salvado.
....................- "Meu filho, tu escondes a face porquê?"
....................- "Vejo o Rei dos Álamos; pai, não o vê?
....................Com manto e coroa; é ele que ali está"!
....................- "Meu filho, é neblina, cercando-nos já".
...................."Suave criança, vem cá, vem comigo,
....................vem, vamos brincar! Mostro-te um jogo antigo,
....................e as flores coloridas na costa, e também
....................vestidos dourados que fez minha mãe".
....................- "Meu pai, ó meu pai, esteja atento: escutou
....................o que o Rei dos Álamos me sussurrou?"
....................- "Sossega, criança, repousa sem medos:
....................é vento, soprando por entre arvoredos".
....................- "Vem, anda comigo, rapaz, por que não?
....................Vem ver minhas filhas: receber-te-ão,
....................dançando e cantando, contigo no meio,
....................canções que te tragam, e a teu sono, enleio".
....................- "As filhas, pai, do Rei dos Álamos: viu?
....................Na noite sombria, meu pai, entre o frio".
....................- "Meu filho, bem vejo o que está por diante:
....................Salgueiros, tão-só, de um cinzento constante".
....................- "Eu amo-te; encanta-me o semblante teu;
....................se não vens sozinho, capturo-te eu!"
....................- "Meu pai, estou ficando cativo, meu pai!
....................Tem-me o Rei dos Álamos; quer-me, não vai!"
....................O pai, com horror, esporeou a montada,
....................em braços estreitando a criança assustada;
....................chegou, a final, ao destino e à porta;
....................nos braços do pai, a criança era morta.












