As coisas que se aprendem
"o Estado português assumiu o compromisso de enviar uma força terrestre de escalão companhia, com cerca de 160 elementos, para o teatro de operações do Afeganistão."
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A Torre de Babel "Asseguram os ímpios que o disparate é normal na Biblioteca e que o razoável (e mesmo a humilde e pura coerência) é quase milagrosa excepção." Jorge Luís Borges, A Biblioteca de Babel
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""There's a large and growing fan base for a show that never aired," said John Rogers, the show's writer and executive producer, on Wednesday. "Now I have an extra 10,000 hits a week on my website, and I've got to figure out what to do here."
Rogers, who said he had nothing to do with the leak, has already received 350 e-mails from people praising the show. He said he would like to release the pilot as a DVD."
1. e4 d5 / 2. d4 dxe4 / 3. Bc4 Be6 / 4. Bxe6 fxe6 / 5. Qe2 Qxd4 / 6. Qb5+ Nc6 / 7. Qxb7 e3 / 8. Qxc6+ Kf7 / 9. Qxa8 exf2+ / 10. Kf1 Qd1+ / 11. Kxf2 Nf6 / 12. Bg5 h6 / 13. Qxa7 hxg5 / 14. Qxc7 Qd7 / 15. Qg3 Qd4+ / 16. Qe3

3) Mário Soares - Uma má escolha. Eu sei que não parece, especialmente para quem o ouve falar, mas o senhor tem mais de 80 anos. Será possível exigir-lhe (mais) este sacrificio? Face à opção 2) o velho leão poderá sentir-se tentado a vir a terreiro. Mas é sempre um erro: se ganha, será um Presidente limitado pela sua própria idade, perdendo o estatuto de senador que tem vindo a cultivar desde 1996; se perde, mancha uma carreira política com uma derrota no ocaso da vida.

Daqui:
A apresentação de um orçamento rectificativo(OER) numa sexta-feira às 22 horas, não é comum, e terá acontecido, porque desde a primeira hora dificuldades técnicas na elaboração do mesmo associado ao facto de pretender evitar, que o mesmo fosse alvo de elaboradas análises, nos mais diversos jornais de fim de semana.
Os erros que o OE-rectificativo, apresentam, permitem assim, que segundo Sócrates, o embuste orçamental continue, até que os técnicos do gabinete do ministro das finanças, cuja dotação orçamental ascende a quase 5 milhoes de euros, consiga desfazer o erro.
Ora, para um OER, e do lado das receitas, regista-se, que 517 milhoes de euros, surgirão do combate a fuga e evasão fiscal, 250 Milhões de euros como resultado da subida da taxa que irá ocorrer no IVA. Algo que sinceramente não parece exequível.No OER-2005, o investimento surge com uma dotação de 450 Milhões de euros, algo que no documento enviado a Bruxelas não surge dessa maneira.
Outra contradição, que necessita de ser explicada, surge no lado da despesa, e numa altura que são conhecidos cortes com despesas com pessoal, o OER, faz aumentar a rubrica de despesas com pessoal, passando de 20.181,60 para 21.344,30, que se traduz numa subida de 5,2 % face ao OE-2005.
Temo que o embuste orçamental, não acabe com o OER apresentado, mas sim que o mesmo OER, se converta ele próprio num embuste.

Não se pode dizer, sem mais nem ontem, que José Sócrates e o seu Governo exibem "uma arrogância a que nem sequer o Prof. Cavaco se permitiu".
Trata-se de uma falsidade histórica. E estas novas gerações podem ser facilmente induzidas em erro. Sócrates é um amador comparado com Cavaco. Um puto rebelde a dar os primeiros passos. Um amador num campeonato de profissionais.
Cavaco tinha uma arrogância inigualável. Cavaco era o iluminado. Cavaco era aquele que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas. Tudo o que corria mal a Cavaco não era culpa dele mas das forças de bloqueio. Cavaco era demasiado importante e demasiado capaz para perder tempo a ler jornais. Cavaco tirou este país da Idade Média e lançou-o no futuro. Duvidam, oh incréus? Perguntem-lhe que ele vos dirá isto mesmo. Basta ler as autobiografias do homem.
Ademais, é o único traço de personalidade que o homem tem. Convém não o menosprezar desta maneira.
(continuação)
II. PRÈS DES REMPARTS DE SÉVILLE
Enquanto isso, Amélia dava princípio ao seu dia.
Não se surpreenda o leitor. Ensina-se nas escolas, e nesses compêndios de que gastam os modernos aprendizes do português e das literaturas, que existe uma coisa a que chamam narrador omnipresente. Pois bem: isso é uma calúnia que não faz honra ao labor de quem conta uma história. Não quero dizer que o dom da ubiquidade seja uma quimera que caiba somente nas páginas da mitologia mais fantasiosa; mas é evidente que os verdadeiros donatários são os leitores, não os novelistas. Quem toma em mãos um livro pode sempre galgar capítulos inteiros e situar-se aqui ou além, ou onde lhe apeteça o descanso, e de qualquer poiso vislumbrar o panorama; ainda que isso possa não ser tão simples para o freguês de um folhetim hebdomadário. Mas o cumprimento da escrita impõe, por serviço e obrigação, um percurso rigorosamente numerado. O folhetinista só tem licença para vistoriar um local de cada vez, e nunca antes de tempo.
Na semana transacta, como o leitor trará na lembrança, seguíamos nós com José e com as razões que o norteiam por suas famigeradas terças-feiras (é o termo certo, famigeradas). Lá iremos; por ora, o despertar matinal de uma outra personagem cativou-me a ponderação. O leitor ubíquo, se assim o desejar, pode suspender a leitura e aguardar pelo regresso de José: trá-lo-ei na semana vindoura, ou porventura um pouco mais tarde. Porém eu, obrigado a acompanhar com a escrita os desvarios da minha atenção, sou forçado a intercalar aqui estas outras linhas. Enquanto isso, pois (dizia eu), Amélia principiava seu dia.
- Menina Amélia, já acordou?
Maria assomava ao quarto, algo ajoujada a um tabuleiro em que transportava café, torradas, cigarros e um baralho de cartas. Entreabriu a porta às arrecuas, e foi entrando; pousou o tabuleiro na mesa-de-cabeceira, correu os cortinados e separou as portadas para desimpedir a luz e o frescor da aragem. Não se podia dizer de Amélia que estivesse mal ou bem conservada: essa linguagem de anchovas e pickles não se lhe aplicava com propriedade. Aos setenta e seis anos, aforrara prazeres e liberdades a que o corpo e as faces, naturalmente, não haviam ficado insensíveis: não se tratava de rugas nem sequer de cicatrizes, mas de condecorações. Maria apressava-se, e já vinha sem a farda.
- Eu vou andando, menina, que hoje é terça-feira. O almocinho é só aquecer.
Amélia trouxe à boca o café forte, e depois acendeu um cigarro. Agarrou nas cartas, baralhou-as, partiu-as três vezes e, de olhos semicerrados, volteou-as sobre a colcha: primeiro três cartas, e logo mais quatro. Examinou-as com atenção. Certa vez, numa das tardes passadas na esplanada da Mexicana, Amélia confessara ao maestro Tranchefort que nunca saía da cama sem consultar as cartas. René fizera-se escandalizado: o galicismo, aqui, é menos culpável.
- Não pensei que acreditasse nessas coisas, madame. Espiritismo, bruxarias, e assim.
- Que disparate, maestro. Gosto de estar sempre bem informada, nada mais.
Amélia soubera em todas as épocas ajustar-se aos reveses do mundo, e não se preparava para coisa alguma senão com um dia ou dois de antecipação, quando muito. O presente nunca a defraudava. Conseguia, com um relance, apreciar completamente os vértices de uma ocasião, e reclamar o lugar que entendia pertencer-lhe; aprendera desde cedo as vantagens de situar-se em uma localização precisa, mais que as da estratégia ou as da simples precaução. Por isso, todas as manhãs, interrogava as cartas apenas acerca do restante do dia, e nunca curiosava a propósito das semanas ou dos meses seguintes. Mas René ficara intrigado.
- Um dia há-de deitar-me as cartas.
- As cartas são impiedosas, como dizia a Carmen. Não se meta nisso, maestro.
Também Amélia tivera e entretivera galants, que podiam muito bem contar-se pelas dozenas: os seus leitões, como por vezes dizia. Mas o valete de copas não lhe aparecia havia muitos anos, o que ela encarava com naturalidade. De qualquer maneira, jamais descurava a apresentação. Flamejavam-lhe sempre, para o dizer de algum modo, os cabelos e os lábios; e com os óculos escuros, que só tirava dentro de casa, era já uma dessas mulheres sem idade e sem remorsos cujo passado é denunciado somente por um perfume provocador e por uma certa maneira de caminhar. Desenvolta, sim, mas não era apenas isso. Na esplanada da Mexicana, com uma perna cruzada sobre a outra, Amélia lançava para trás o pescoço enquanto René se inclinava, solícito, para lhe acender um cigarro.
- E se um dia as cartas lhe anunciarem que vai morrer?
- Levanto-me imediatamente e vou tomar o meu banho. Não quero morrer na cama.
A existência do mecanismo de correcção de hidraulicidade permite, em princípio, anular o diferencial de custos de aquisição de energia eléctrica para abastecimento do Sistema Eléctrico de Serviço Público (SEP) resultante da diminuição da produção hidroeléctrica.
Ou o "caso" Freeport existe, caso em que se espera o desenrolar das investigações, sendo ou não José Sócrates Primeiro-Ministro ou não existe e foi um mero frete feito por alguém no MP ao PSD, caso que mereceria, ele próprio, investigação disciplinar e penal.
A ser verdade o que se expende no Expresso, a utilização da PJ, enquanto órgão de investigação criminal, ao serviço de interesses partidários, pretendendo-se, através da actuação da mesma, produzir um trambolhão súbito do PS na fase finalíssima da campanha eleitoral para as legislativas, significa que está tudo em causa e já não se pode confiar em nada.
Post em stéreo
"O Presidente Judeu e a sua mulher marroquina estiveram pela 3x ao lado dos macacos na Cova da Moura, os nacionalistas estiveram na Baixa ao lado dos comerciantes.".E si, há mais.
Resta saber se é demitido ou se se demite.
ASCENSO SIMÕES MANDOU RETIRAR DAS BANCAS EDIÇÃO DE JORNAL REGIONAL DE VILA REAL - Governante corrige entrevista
The fallacy of the undistributed middle is a logical fallacy that is committed when the middle term in a categorical syllogism isn't distributed.For example:
- All students carry backpacks.
- My grandfather carries a backpack.
- Therefore, my grandfather is a student.
Note-se que a participação numa actividade económica legal e lucrativa é incompatível com a participação no mundo do crime porque, por razões óbvias, os agentes económicos valorizam a honestidade dos seus colaboradores e parceiros de negócio.Estou esmagado. Estupefacto. Maravilhado. Décadas de obscurantismo terminaram. Notifiquem-se os criminosos. Existe uma incompatibilidade. Decerto, todos pararão imediatamente de fugir à Segurança Social, fazer carrocéis de facturas de IVA, entre tantas outras actividades que, sabe-se hoje, são incompatíveis.
(Aqui)
"Apesar do susto provocado pelo "arrastão" e das "dezenas de roubos" mencionados na altura, a verdade é que só uma queixa foi concretizada na esquadra de Carcavelos!"
"Sempre foi comum juntarem-se vastos grupos nas praias de onde depois divergiam pequenos núcleos de oito ou dez indivíduos que particavam assaltos. Concluímos que na sexta-feira aconteceu o mesmo, só que devido às centenas de pessoas que se encontravam na praia o fenómeno tomou outras proporções. De um grande grupo de 400 ou 500 pessoas só 30 ou 40 praticaram ilícitos", afirma o responsável do Comando da PSP de Lisboa."
"Para o superintendente Oliveira Pereira, os assaltos também terão sido decididos na altura na praia e não fruto de uma organização mais elaborada que levasse centenas de pessoas a Carcavelos com intuitos criminosos."



Freeport
Existiu um "caso" com este nome? Existiu, no remoto mês de Fevereiro deste ano. A vertigem mediática produz este tipo de esquecimento colectivo.
Repito o que disse logo a seguir às eleições:Ou o "caso" Freeport existe, caso em que se espera o desenrolar das investigações, sendo ou não José Sócrates Primeiro-Ministro ou não existe e foi um mero frete feito por alguém no MP ao PSD, caso que mereceria, ele próprio, investigação disciplinar e penal.
A resposta parece que está a ser dada.
Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que o Senhor confundiu a linguagem de todos os habitantes da terra.
Génesis, 11, 1-9