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A Torre de Babel

"Asseguram os ímpios que o disparate é normal na Biblioteca e que o razoável (e mesmo a humilde e pura coerência) é quase milagrosa excepção."

Jorge Luís Borges, A Biblioteca de Babel

 

 

quinta-feira, junho 23, 2005

Ele há teimosos

Oh João Miranda, quanta teimosia*.

E que tal ler o regime legal? O fundo é administrado por uma das empresas do sector, que centraliza os fluxos financeiros. Funciona quase como um seguro de grupo contra o risco de seca na actividade de abastecimento do Sistema Público de Electricidade. E sim, é obrigatório, tal como o seguro contra terceiros nos automóveis. And? Ou, se quiser ver assim, como uma provisão para riscos futuros.

As empresas deduzem as contribuições para o fundo como custos, e cobram a electricidade, nos anos bons, mais cara do que o custo real de produção e, em troca, recebem compensação do fundo quando têm de praticar tarifas abaixo do custo real de produção causa da seca. Simples, não?

E sim, a medida tem tudo a ver com a seca. A evolução dos combustíveis só releva para a fixação do tal diferencial. Que estava artificialmente baixo porque não reflectia o actual valor de mercado. Só isso.

Ninguém está a subsidiar estas empresas, elas estão-se a subsidiar a elas próprias.

Querem bater no Governo? Força. Eu sou o primeiro. Mas convém que seja com razão.

Mais: já há várias empresas a produzir electricidade sem ser a EDP, até já há outras distribuidoras (nomeadamente a Iberdrola, S.A, a Hidrocantábrico Energia, S.A, a Endesa Energia,S.A., a Viesgo Generación, S.L. e a Unión Fenosa Comercial, S.L.) e o MIBEL é um mercado criado por dois Estados para gerir em comum o declínio dos respectivos monopólios. Veja lá as damas que escolhe.

* Tanta que acabei por desistir.

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